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Quais as características exclusivas dos aparelhos digitais?

Alguns aparelhos digitais possuem microfones que apresentam direcionalidade adaptativa. Neste caso o circuito do aparelho consegue detectar automaticamente de qual direção vem o ruído e, desta forma, atenuar o som vindo daquela região. Este tipo de microfone funciona melhor quando a criança não está em locais que tenham muito eco e também quando existe apenas uma fonte de ruído dominante no ambiente, vindo de uma determinada direção.

Direcionalidade adaptativa

O microfone direcional é um recurso comprovadamente eficaz, no caso de adultos, para melhorar o entendimento da fala em lugares onde há muito ruído.




Alguns ruídos possuem características bastante diferentes dos sons de fala. Por exemplo, o ruído do condicionador de ar é um ruído contínuo, de frequência mais grave. Alguns aparelhos digitais podem perceber as características deste ruído e então diminuir a sua amplificação na região de frequência onde o ruído se encontra. No caso de um ambiente onde o ruído do condicionador de ar está presente, o aparelho iria diminuir a amplificação das frequências graves e não alterar a amplificação das frequências agudas.


Sistemas de redução de ruído

Alguns ruídos possuem características bastante diferentes dos sons de fala. Por exemplo, o ruído do condicionador de ar é um ruído contínuo, de frequência mais grave. Alguns aparelhos digitais podem perceber as características deste ruído e então diminuir a sua amplificação na região de frequência onde o ruído se encontra. No caso de um ambiente onde o ruído do condicionador de ar está presente, o aparelho iria diminuir a amplificação das frequências graves e não alterar a amplificação das frequências agudas.

Existem, porém, dois problemas potenciais com relação a estes sistemas de redução de ruído. O primeiro é que o sinal de fala é formado por diferentes frequências, tanto graves, como médias e agudas.
Desta forma, quando o aparelho faz a diminuição da amplificação do ruído que está em uma determinada frequência ele também irá diminuir a informação do sinal de fala que esta nesta região de frequência. O outro problema está relacionado ao fato de que o ruído que mais pertuba o entendimento da fala é o próprio ruído de uma mensagem (fala) competitiva. Neste caso, será muito difícil para o aparelho distinguir o que é fala e o que é ruído.
Os estudos feitos com os aparelhos que apresentam este sistema de redução de ruído são controversos. Alguns indicam resultados de melhora da inteligibilidade de fala na presença de ruído com o uso destes aparelhos enquanto outros indicam que não existe melhora na inteligibilidade, contudo, apontam para uma maior sensação de conforto auditivo para a criança.

Controle da microfonia

Um problema comum que ocorre com os aparelhos de amplificação sonora individuais é a microfonia. A microfonia ou feedback é um apito que sai do aparelho auditivo. Este apito pode ser irritante, constrangedor e, algumas vezes, pode impedir que a criança usuária do aparelho receba a quantidade de amplificação que ela necessita.
A microfonia pode ser resolvida quando o volume do aparelho é diminuído, porém desta forma também se estará diminuindo a quantidade de amplificação disponível para a criança, o que não é desejável.
Alguns aparelhos digitais possuem um sistema para controlar a microfonia. Neste sistema o próprio AASI consegue medir, enquanto o profissional está realizando a programação, qual a quantidade máxima de amplificação que pode ser fornecida sem que haja microfonia. O aparelho então se auto-ajusta de modo a não ultrapassar esta quantidade máxima estabelecida.
Outros aparelhos digitais possuem um sistema de controle da microfonia que funciona de modo diferente. O aparelho consegue medir a quantidade de som que está escapando e cancelar este som automaticamente.
É muito importante lembrar que mesmo que um aparelho apresente o controle da microfonia ainda será necessário a confecção de moldes adequados e a substituição dos mesmos ao longo do tempo, conforme a orelha da criança vai crescendo.
Com microfonia Sem microfonia

Destaque espectral

Alguns aparelhos digitais possuem um sistema que proporciona uma amplificação maior para frequências chave que compõem o sinal de fala, fazendo com que algumas diferenças entre os sons da fala fiquem maiores. A finalidade deste sistema é auxiliar a criança na tarefa de discriminação dos sons da fala, no entanto, ainda não existem estudos que comprovem os benefícios do mesmo.

Data Logging

Este recurso disponível em aparelhos auditivos digitais monitora, armazena e recupera  as informações de como os aparelhos auditivos foram utilizados.  Em 2007 cerca de 70% dos aparelhos digitais comercializados pelas principais empresas incluíam o data logging.
É possível pensar no data logging como se fosse a “caixa preta” do avião que armazena os dados de um determinado vôo – velocidade, altitude, quais equipamentos do avião estavam ligados, etc.  Os sistemas de data logging diferem entre os fabricantes e entre modelos de aparelhos auditivos mas podem armazenar dados como: número total de horas de uso do aparelho, média de horas de uso diário do aparelho,  quais os programas (memórias) que foram mais utilizados, uso do microfone direcional, ajuste do controle de volume, uso de estratégias especiais (por exemplo: sistemas  de redução de ruído ou de microfonia). Quando o fonoaudiólogo recupera estes dados ele poderá verificar se é necessário realizar alguns ajustes nas regulagens do aparelho para otimizar o seu uso.
Em alguns aparelhos o sistema de data logging é acompanhado por sistema de “auto aprendizagem”.  Por exemplo, o data logging armazena as preferências do paciente da posição de controle de volume, memória utilizada em algum determinado ambiente e o aparelho é “treinado” para reconhecer estas preferências e se auto ajustar.

Compressão de frequência

O fundamento para o desenvolvimento da compressão de frequência baseia-se no fato de que a maioria das pessoas com deficiência auditiva tem uma percepção do som pior para os sons agudos (frequências altas) do que para os sons graves (frequências baixas). Em certos casos a percepção dos sons agudos está tão afetada que se torna muito difícil fornecer uma amplificação destes sons que seja ao mesmo tempo audível,  confortável e que não gere microfonia.  Em outros casos, mesmo quando se consegue amplificar os sons agudos de modo a torná-los  audíveis, a pessoa com deficiência auditiva pode não conseguir identificar ou discriminar estes sons. Ou seja, ela pode escutar,  mas não distinguir os sons.  Isto representa um problema já que grande parte da informação importante para a fala concentra-se nos sons mais agudos, como por exemplo, as consoantes. 

Outro aspecto que deve ser lembrado é que crianças que estão aprendendo a falar terão muitas dificuldades para produzir os sons da fala que não conseguirem ouvir adequadamente.
Por estas razões surgiram diferentes estratégias de processamento do sinal a fim de que os sons agudos sejam “deslocados” para uma região de frequência mais grave de forma a se tornarem mais acessíveis para o deficiente auditivo. Uma destas estratégias é chamada “compressão de frequência”.  Este recurso faz com que uma faixa dos sons agudos seja “comprimida” para uma região mais grave onde a audibilidade e habilidade de discriminação auditiva sejam melhores.
A compressão de frequência é geralmente indicada para pessoas que tenham uma melhor audição para os sons graves (frequências baixas) e pouca ou nenhuma audição utilizável para os sons agudos (frequências altas).  Algumas pesquisas internacionais realizadas com crianças em idade pré-escolar mostraram benefício do uso deste recurso para compreensão e produção de fala Mas lembre-se: em bebês e crianças pequenas é difícil determinar com total precisão quais frequências altas são utilizáveis ou não. Desta forma, não deixe de conversar com o seu fonoaudiólogo.

Conectividade (Tecnologia wireless)

Atualmente a tecnologia wireless é bastante utilizada por diferentes pessoas. Permite a conexão entre dois equipamentos eletrônicos sem a necessidade de cabos ou fios. Embora existam diferentes padrões de comunicação sem fio, a comunicação wireless está bastante ligada ao protocolo Bluetooth, representado pelo símbolo abaixo. Por exemplo, alguém pode utilizar um pequeno fone e um microfone na orelha que se comunica sem fios com um telefone celular.
Alguns aparelhos auditivos também que possuem a capacidade de se conectar com outros equipamentos eletrônicos por meio da tecnologia wireless, podendo transmitir e receber comandos sem fio e sinais de áudio externos vindos da televisão, do telefone celular, de um tocador mp3 entre outros. Quando utilizada, por exemplo, com o mp3 não é necessário colocar os fones de ouvido, pois a música sairá no próprio aparelho auditivo. Para utilizar-se desta tecnologia, muitos aparelhos necessitam do streamer, acessório necessário para realizar a conexão entre o equipamento eletrônico e o aparelho auditivo.
Outra vantagem é que a tecnologia permite a sincronia entre os aparelhos da orelha direita e esquerda, assim é possível sincronizar o volume e a memória utilizadas nos aparelhos caso você se esqueça, por exemplo, de modificar a memória de um dos aparelhos.

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