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Práticas Educativas

          Práticas educativas positivas: Dizem respeito ao uso adequado de reforçadores sociais, ao desenvolvimento da empatia e ao estabelecimento de contingências reforçadoras ou punitivas para o comportamento do filho onde se estabelecem regras claras e conseqüências (sanções) para o não-cumprimento das mesmas; são ações que promovem o desenvolvimento de habilidades pró-sociais. São elas:

          • A monitoria positiva é definida como o conjunto de práticas parentais que envolvem atenção e conhecimento dos pais acerca de onde seu filho se encontra e das atividades desenvolvidas pelo mesmo. O apoio e amor dos pais são a base da monitoria positiva, que unidos ao interesse real pela criança criam o ambiente propício para garantir as necessidades e interesses da criança e afastam a necessidade da fiscalização parental estressante. 

          • O comportamento moral refere-se a uma prática educativa pela qual os pais transmitem valores como honestidade, generosidade, senso de justiça, fazendo a discriminação do certo e do errado por meio de modelos positivos, sempre mediando a relação com afeto. Pesquisas apontam alguns fatores como essenciais para o desenvolvimento do comportamento moral nas crianças: a existência do sentimento de culpa; o desenvolvimento da empatia; ações honestas; crenças parentais positivas sobre trabalho; ausência de práticas anti-sociais e reparação do dano.

          Práticas educativas negativas:

          • A negligência ocorre quando os pais não estão atentos às necessidades e interesses de seus filhos, ausentam-se das responsabilidades e omitem-se no auxílio aos filhos. As crianças negligenciadas comportam-se de forma apática ou agressiva, sendo tais comportamentos supostamente promovidos pela relação de pobre apego dos pais para com as crianças. A falta de calor e carinho na interação com a criança pode desencadear sentimentos de insegurança, vulnerabilidade e eventual hostilidade e agressão nos relacionamentos sociais.

          • A punição inconsistente ocorre quando os pais punem ou reforçam os comportamentos de seus filhos de acordo com o estado de humor que experimentam no momento, de forma não contingente ao comportamento da criança, ou seja, é o estado emocional dos pais que determina as ações educativas e não as ações da criança. Como conseqüência, a criança aprende a discriminar o humor de seus pais, mas não aprende se o seu comportamento foi adequado ou inadequado.

          • A monitoria negativa se caracteriza pelo excesso de fiscalização da vida dos filhos e pela grande quantidade de instruções repetitivas, que não são seguidas pelos filhos, produzindo um clima familiar hostil, estressante e sem diálogo, uma vez que os filhos tentam proteger sua privacidade evitando falar sobre suas particularidades. Efeitos para os adolescentes: unir-se a pares anti-sociais e, concomitantemente, aumento do risco de delinqüência.

          • A disciplina relaxada caracteriza-se pelo não cumprimento de regras estabelecidas. Os pais ameaçam e quando se confrontam com comportamentos opositores e agressivos dos filhos omitem-se, sem fazer valer as regras. Efeitos: potencial situação de risco para o desenvolvimento de comportamentos delinqüentes, uma vez que os comportamentos de agressividade e de oposição encontram em tal prática campo propício para o seu desenvolvimento.

          • A punição corporal é um ato de força física que pune a criança com a intenção de corrigir ou controlar o comportamento dela, porém sem pretensão de causar lesão física ou moral. Já a prática do abuso físico é caracterizada por atos que machucam a criança tais como podendo ser uma agressão física (socar, espancar, chutar, morder, queimar, sacudir); uma agressão verbal (xingar, gritar, fazer chantagem, humilhar) ou uma coação física (forçar a criança fisicamente a fazer algo que não queira).

          Temos assim que, conforme Del Prette e Del Prette (2008), desse conjunto de ações devem ser ensinados e incentivados, mais especificamente, a apresentar as habilidades sociais de: prover feedback positivo, elogiar, incentivar, manifestar atenção ao relato da criança, obter informações, expressar discordância/reprovação e expressar concordância quando pertinentes, promover autoavaliação, arranjar ambiente físico de modo a explorar a ampliar oportunidades educativas, organizar materiais instrucionais, mediar interações da criança com outras, descrever/justificar comportamentos desejáveis e indesejáveis, negociar regras, chamar atenção para normas preestabelecidas, pedir mudança de comportamento, apresentar instruções e dicas, parafrasear, resumir comportamentos emitidos e apresentar modelo. Os autores organizaram estas ações em quatro conjuntos mais gerais:

          1) Estabelecer contextos interativos potencialmente educativos;
          2) Transmitir ou expor conteúdos;
          3) Estabelecer limites e disciplina;
          4) Monitorar positivamente.

          Para todas essas ações devem ser identificados e ensinados, concomitantemente, os componentes não-verbais (gestos, expressões faciais e corporais) e paralinguísticos (tom e forma da fala, clareza, fluência, ênfase etc) que são essenciais para uma interação eficaz com os filhos.
          A seguir serão apresentadas as características do desenvolvimento de cada uma das etapas da denominada Primeira Infância (bebê, primeiro, segundo e terceiro ano de vida). Clique aqui
 
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