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Estimulação da Linguagem, porque é importante?

            Cada criança apresenta ritmo de desenvolvimento particular, mas há marcos importantes para a aquisição de habilidades. Estes marcos referem-se às expectativas do desenvolvimento, como por exemplo, sentar aos 6 meses, andar aos 12 meses e falar as primeiras palavras aos 12 meses Desta forma, mesmo com a expectativa do desenvolvimento de linguagem em crianças com Síndrome de Down acontecer com atraso, estas irão se desenvolver conforme as características pessoais e estímulos do ambiente.

            Neste contexto, nota-se a importância da apresentação de estímulos o mais cedo possível, pois, quanto antes começar a estimulação, maiores serão os benefícios1. Isso acontece devido à plasticidade neuronal, que corresponde a capacidade do sistema nervoso em realizar suas funções2.

            O sistema nervoso das pessoas com Síndrome de Down pode apresentar alterações em suas estruturas e em suas funções. Entretanto, se a criança for exposta a ambientes estimuladores desde os primeiros dias de vida é possível verificar grandes modificações no seu desenvolvimento2.

            O objetivo da estimulação da linguagem é dar oportunidade para que a criança consiga desenvolver seu potencial, oferecendo condições de interação e integração social, por meio da compreensão de palavras e frases, do conhecimento do vocabulário, e, principalmente do uso destes nas atividades de vida diária2,3.  

            O ambiente familiar e social que a criança frequenta é de grande importância, pois é ele que proporciona as interações e contribui para o desenvolvimento geral da criança. É a estimulação adequada que fornecerá para a criança oportunidades para seu desenvolvimento, por meio da observação, da experimentação e da ação, pelas quais a criança vai se integrar às atividades sociais que lhes proporcionará condições de aprendizagem2,3.

            Os momentos de estimulação devem ser sempre agradáveis, realizados de forma lúdica (brincadeiras) e podem ser aproveitadas todas as de atividades de vida diária para estimulá-la, como na situação de banho, troca de roupas, horários de alimentação, portanto, é necessário que tanto os pais e demais pessoas que convivam com a criança com a Síndrome de Down saibam aproveitar estes momentos para transformá-los em tempo produtivo de aprendizagem e lazer3.  

Além da estimulação da linguagem e atividades comunicativas, outras áreas do desenvolvimento também deverão ser estimuladas em conjunto, mas em alguns casos e dependendo da idade da criança, são necessárias estimulações específicas devendo a equipe que trabalha com a criança orientar a família. Geralmente, a equipe de profissionais que atuam com a criança com Síndrome de Down é formada por médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e educadores1,4.

A família desenvolve um papel importantíssimo durante o processo de desenvolvimento e esta deve ser orientada para ampliar o desempenho desta criança nas áreas de comunicação, linguagem, cognição, motora, autocuidados e socialização2, uma vez que cada área influencia e é influenciada pela outra.

Diante o exposto, apresentamos a seguir informações sobre sugestões de estimulação de Linguagem nas diferentes faixas etárias.

 

 

Referências:

 

1.               Chuffi FCC. “Quero ser cidadão”: O indivíduo com trissomia do 21 e a educação: seus dizeres e estratégias, novos paradigmas para a Inclusão. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Educação, Centro de Ciências da Educação, da Universidade Regional de Blumenau – FURB, Blumenau, 2006.

2.               SILVA, M.F.M.C.; KLEINHANS, A.C.S. Processos cognitivos e plasticidade cerebral na Síndrome de Down. Rev. bras. educ. espec, Marília, v. 12, n. 1, p. 123-138, jan-abr, 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbee/v12n1/31988.pdf. Acesso em: 24 jun 2010.

3.               FERREIRA, A.T.; LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem de crianças com Síndrome de Down. In: LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem: aspectos teóricos e práticos. São José dos Campos: Pulso Editorial, 2008. cap 10, p. 179-197.

4.               WUO, A.S. A construção social da Síndrome de Down. In: Cadernos de Psicopedagogia. São Paulo, 2006, v.6, n.11.

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