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Como estimular a linguagem de 18 a 24 meses

As crianças, nessa idade já possuem aproximadamente 20 palavras e entendem cerca de 50 palavras; já conseguem manter um diálogo dando respostas curtas; entendem e obedecem a ordens simples ou complexas e formam frases com 2 ou 3 palavras. Quando a criança faz 2 anos de idade, ocorre a chamada explosão de vocabulário, pois ela aumenta muito o número de palavras que conhece1.

 

Estimulação de linguagem:

 

- Criar situações inesperadas para provocar a vontade da criança de falar. É importante que ela faça parte de ambientes que favoreçam sua socialização, incentivando assim sua capacidade de iniciativa, de fazer amizade e de se relacionar com pessoas diferentes2.

 

- Quando a criança utilizar apenas uma palavra no lugar da frase completa, por exemplo, quando ela fala "água" querendo dizer "quero água", é importante expandir a fala da criança, por meio de perguntas e outras frases, nesse exemplo, perguntando: "você quer água?"3.

- Estimular a criança a fazer uso de palavras como "eu" e "me", por exemplo, "eu vou", "me dá", e de conceitos como "dentro", "fora", "em cima" e "em baixo"4.

- Pedir à criança que ela conte o que ela fez durante as últimas horas. Para isso, faça perguntas, que a ajudem, sempre deixando um tempo para que ela responda de acordo com suas possibilidades5.

- É importante que além de aprender os nomes dos objetos, eles aprendam também qual o seu uso. Para isso, apresentar os objetos dentro de uma caixa e retirá-los, um por vez, e em seguida perguntar "para que serve isso?". Essa atividade pode ser usada também para aumentar o vocabulário5.

- Nessa idade, a criança pode ser estimulada a utilizar lápis, e além de desenhar livremente, ela pode também imitar riscos horizontais, verticais e circulares4.

- Fazer perguntas relacionadas a figuras variadas, por exemplo, quem é aquela pessoa, o que ela está fazendo, qual é a cor da roupa que ela usa, e outras perguntas que forem relacionadas à figura usada.

- Utilizar brinquedos de encaixe, com diferentes cores e formas. As peças podem ser apresentadas separadamente, para a criança "descobrir" onde elas encaixam, e quando a criança estiver mais familiarizada com a brincadeira, elas podem ser apresentadas ao mesmo tempo. Nesse momento, ensinar nomes das cores para a criança e a cada resposta correta, ela deverá ser recompensada com carinho, beijo e aplausos4.

- Outras brincadeiras também podem ser prazerosas, como empilhar blocos, brincar com massa de modelar, andar de triciclo e outras atividades que promovem a coordenação e o equilíbrio, nas quais também é possível estimular as atividades dialógicas e interativas4.

- A criança pode ser estimulada no decorrer do dia, verbalizando as ações, por exemplo, falando, "vamos tomar banho? Então precisa tirar a roupa!", nesse momento, pode ensinar o nome das peças de roupa. A criança também pode ser estimulada a lavar e secar as mãos antes das refeições, ter oportunidade de utilizar o pente sozinha diante de um espelho, sendo importante sempre perguntar o que ela está fazendo e explicando como deve ser feito4.

- Importante observar se a criança está cansada, pois, quando isso acontece, seu nível de atenção diminui, não conseguindo aproveitar ao máximo suas atividades2.

Referências:

1.               SIMMS, M.D. Language Disorders in Children:Classification and Clinical Syndromes. Pediatric Clin N Am, Philadelphia, v. 54, p. 437–467, jun, 2007.

2.               FERREIRA, A.T.; LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem de crianças com Síndrome de Down. In: LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem: aspectos teóricos e práticos. São José dos Campos: Pulso Editorial, 2008, cap 10, p. 179-197.

3.               PROJETO DOWN. Síndrome de Down: Estimulação e desenvolvimento da fala e linguagem. São Paulo, 1994. Disponível em: <http://www.projetodown.org.br/cartilha06.doc>.

4.               BIZZOTO, M.O. (Org). Programa de Intervenção precoce: 0 à 24 meses: Florianópolis: Fundação Catarinense de Educação Especial, 1979.

5.               Estimulação precoce: inteligência emocional e cognitiva. A Linguagem. São Paulo: Grupo Cultural, [2008?], cap 10, p. 85-93.

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