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Considerações finais

O nascimento de uma criança com Síndrome de Down afeta toda a família, principalmente o pai e a mãe. Apesar de muitas vezes ser relatado um nível maior de estresse e maiores dificuldades de adaptação com a chegada da nova criança, é importante que tenha a aceitação dessa nova situação e que a partir daí se forme, o mais rápido possível, um ambiente favorável para a criança1.

Todas as crianças possuem suas particularidades, inclusive as com Síndrome de Down. Os pais precisam ter consciência de que cada criança é única, e tem ritmo de desenvolvimento particular, mas que este ritmo do desenvolvimento pode ser otimizado com a sua participação e das demais pessoas que convivem com a criança, bem como com os estímulos promovidos nos diferentes ambiente sociais que frequentam2.

Os dois primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento da criança e principalmente para a aquisição de habilidades comunicativas. O adulto sempre poderá ser um mediador do aprendizado da criança, pois, muitas vezes, mesmo sem a intenção de estimular, mas pela realização de atividades conjuntas, ele poderá favorecer a integração e a interação da criança, nas atividades de dia a dia, contribuindo para que ela possa manifestar seus desejos, necessidades e sentimentos dentro de um contexto3, aprender e compartilhar.

Para que a criança esteja inserida na sociedade, uma das maiores barreiras a ser enfrentada é o preconceito. É necessário que o direito de conviver na sociedade seja preservado, para que cada vez mais portas sejam abertas, visando o engajamento da criança em atividades produtivas, para que possam desenvolver suas potencialidades2, portanto, é de grande importância que os pais e cuidadores tenham informações sobre a Síndrome e que possam utilizar estas informações em benefício da criança.

É fundamental que os pais estejam sempre em contanto com o profissional (que pode ser o fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, entre outros) sobre o atendimento e evolução da criança, para estabelecer qual será o próximo passo a ser dado no processo terapêutico, em todas as áreas do desenvolvimento3.

É importante lembrar que não há fórmulas mágicas para o desenvolvimento infantil, e este material não é um conjunto de receitas. O desenvolvimento da criança ocorre no dia-a-dia, nas interações que a criança e sua família estabelecem, nos diferentes ambientes sociais que frequentam4.

Referências:

1.               HENN, C.G.; PICCININI, C.A.; GARCIAS, G.L. A família no contexto da Síndrome de Down: revisando a literatura. Psicol estud., Maringá, v. 13, n. 3, p. 485-493, jul/set, 2008.

2.               FERREIRA, A.T.; LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem de crianças com Síndrome de Down. In: LAMÔNICA, D.A.C. Estimulação da linguagem: aspectos teóricos e práticos. São José dos Campos: Pulso Editorial, 2008. cap 10, p. 179-197.

3.               LIMONGI, S.C.O. Linguagem na Síndrome de Down. In: Fernandes FDM, Mendes BCA, Navas ALPGP. Tratado de Fonoaudiologia. 2ª edição. São Paulo: Roca. cap. 37, 2010, p. 373-380.

4.               Prado LM, Desenvolvimento e avaliação de material multimídia para orientação de pais e cuidadores de crianças com Síndrome de Down. [Dissertação] Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo; 2011.

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